TSE explica como será a identificação dos eleitores e quais procedimentos serão adotados quando a impressão digital não for reconhecida pela urna.
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| - foto: Luiz Roberto/TSE |
A biometria será utilizada em todas as seções eleitorais do país nas Eleições 2026. A tecnologia será empregada pela Justiça Eleitoral como uma etapa adicional para confirmar a identidade do eleitor antes da liberação da votação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a apresentação de um documento oficial de identificação ou do e-Título com foto e a conferência dos dados pela mesa receptora, o eleitor que tiver biometria cadastrada será orientado a colocar o dedo no leitor biométrico da urna eletrônica.
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A medida busca aumentar a segurança da identificação e reduzir o risco de uma pessoa tentar votar no lugar de outra. A biometria é utilizada pela Justiça Eleitoral desde 2008.
Quem não tem biometria poderá votar?
Sim. A ausência de cadastro biométrico não impede o exercício do voto.
Nessa situação, a identidade do eleitor será confirmada por outros procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral. Depois da votação, a pessoa será orientada a procurar a Justiça Eleitoral para realizar a coleta dos dados biométricos.
E se a urna não reconhecer a impressão digital?
O eleitor também não será impedido de votar caso a biometria não seja reconhecida.
De acordo com o TSE, a leitura poderá ser realizada novamente por até quatro vezes. Se o problema persistir, a mesa receptora fará outras verificações para confirmar a identidade.
Entre os procedimentos está a conferência do ano de nascimento informado pelo eleitor com os dados existentes no cadastro eleitoral. Se as informações forem compatíveis, a votação será autorizada.
Nesse caso, o eleitor deverá assinar o caderno de votação. Quem não souber ou não puder assinar poderá registrar a impressão digital. Posteriormente, será orientado a procurar a Justiça Eleitoral para atualizar os dados biométricos.
O que é registrado na biometria?
Durante o atendimento para alistamento, revisão ou transferência do título, a Justiça Eleitoral coleta diferentes informações para compor o cadastro biométrico.
São registrados:
- fotografia no padrão internacional ICAO;
- impressões digitais dos dez dedos, salvo em caso de impossibilidade física;
- assinatura digitalizada, quando aplicável.
Esses dados passam a integrar o cadastro eleitoral e são utilizados na identificação dos eleitores.
Biometria é uma etapa de segurança
O TSE destaca que a biometria funciona como uma camada adicional de confirmação da identidade do eleitor. A tecnologia dificulta fraudes relacionadas à identificação, mas não elimina o direito ao voto de quem ainda não possui cadastro biométrico ou enfrenta dificuldades no reconhecimento da impressão digital.
A própria regulamentação das Eleições 2026 prevê procedimentos alternativos para que a identidade seja confirmada nesses casos.
Contexto
A explicação faz parte da série Manual do Eleitor, criada pelo TSE para esclarecer dúvidas relacionadas à participação do eleitorado nas Eleições 2026. A publicação sobre biometria foi divulgada em 23 de julho de 2026.
Com informações do TSE


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