terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Dívida bruta do Governo Geral sobe para 79% do PIB em novembro, diz Banco Central

- foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A dívida bruta do Governo Geral alcançou 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, ante 78,4% registrado em outubro, informou o Banco Central nesta terça-feira (30). O conceito de Governo Geral reúne os governos federal, estaduais e municipais, além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a autoridade monetária, a alta foi explicada, sobretudo, por três fatores: juros nominais apropriados (impacto de 0,7 ponto percentual), emissões líquidas de dívida (0,4 p.p.) e a variação negativa do PIB nominal (-0,4 p.p.). Esses efeitos combinados explicam a movimentação observada na relação dívida/PIB no mês analisado.

Evolução da dívida líquida

A dívida líquida do setor público avançou para 65,2% do PIB em novembro, representando um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. O Banco Central atribuiu essa elevação principalmente aos juros nominais apropriados (0,7 p.p.), à valorização cambial de 0,9% no período (0,1 p.p.), ao déficit primário (0,1 p.p.) e, em sentido oposto, ao efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.). Outros ajustes da dívida externa líquida contribuíram com -0,1 p.p. no mês.

Componentes que influenciaram os números
  • Juros nominais apropriados: principal componente de alta, com 0,7 p.p. de impacto.
  • Emissões líquidas de dívida: adicionaram 0,4 p.p. à relação dívida/PIB.
  • Variação do PIB nominal: efeito contracionista de -0,4 p.p., devido à forma como a relação é calculada.

Contexto e implicações

A trajetória recente da dívida pública reflete a interação entre decisões fiscais, custo do crédito e desempenho econômico. O impacto dos juros nominais destaca a sensibilidade das contas públicas às condições do mercado e à política monetária. Em paralelo, emissões líquidas de dívida podem sinalizar necessidade de financiamento do déficit ou rolagem de vencimentos.

Analistas e formuladores de políticas acompanham esses indicadores para avaliar espaço fiscal, sustentabilidade da dívida e riscos associados a choques externos, como variações cambiais ou mudanças nas taxas de juros. A elevação da dívida líquida também reforça a importância de monitoramento contínuo das contas públicas e da adoção de medidas que considerem tanto a sustentabilidade fiscal quanto a preservação de investimentos públicos essenciais.

Com informações Agência Brasil