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Saneamento básico: estudo revela que quase metade das residências brasileiras enfrenta problemas

Pesquisa do Instituto Trata Brasil destaca privações em acesso à água, coleta de esgoto e mais, impactando a saúde de milhões de brasileiros

21/11/2023 às 10h52 Atualizada em 21/11/2023 às 10h58
Por: Portal Click83 Fonte: Click83 com informações da Agência Brasil
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- Foto: Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
- Foto: Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Trata Brasil, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADCA) de 2022, revela que 46,2% das moradias no Brasil enfrentam algum tipo de privação no saneamento básico. Com um total de 74 milhões de moradias analisadas, o estudo destaca preocupantes deficiências, incluindo a falta de acesso à rede geral de água, abastecimento irregular, ausência de reservatório, falta de banheiro e a carência de coleta de esgoto.

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De acordo com os números alarmantes, 8,9 milhões de residências não têm acesso à rede geral de água, enquanto 16,8 milhões sofrem com frequência insuficiente no recebimento. Outras 10,8 milhões não possuem reservatório de água, 1,3 milhão carece de banheiro, e surpreendentes 22,8 milhões não contam com coleta de esgoto.

A pesquisa revela uma distribuição desigual dessas privações pelos estados brasileiros. O Pará lidera em falta de acesso à rede geral de água, afetando 3,9 milhões de pessoas, seguido por Minas Gerais (2,3 milhões), Bahia (2,1 milhões), Pernambuco (1,8 milhão) e Rio de Janeiro (1,7 milhão). A irregularidade no abastecimento de água atinge mais significativamente Pernambuco (6,3 milhões), Bahia (5,6 milhões), Pará (4,6 milhões), Rio de Janeiro (4,5 milhões), Minas Gerais (3,8 milhões) e São Paulo (3,3 milhões).

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A pesquisa destaca ainda a disparidade racial nas privações, evidenciando que 9,8% dos brancos, 11,1% dos pretos, 9,6% dos amarelos, 15,9% dos pardos e 18,9% dos indígenas são afetados pelos problemas de saneamento. O texto do estudo ressalta que as consequências vão além das privações, impactando diretamente na saúde de crianças, jovens e adultos, com a falta de água tratada e a exposição ambiental ao esgoto sendo fatores determinantes para a incidência de doenças.

Os desafios mais acentuados se concentram em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará, Paraná e Maranhão, onde a privação de reservatório de água, ausência de banheiro e falta de coleta de esgoto afetam milhões de pessoas. A pesquisa alerta para a incidência de infecções gastrointestinais decorrentes da carência de serviços adequados de coleta e tratamento de esgoto, ressaltando que as regiões mais afetadas são aquelas próximas a rios contaminados ou áreas onde o esgoto flui a céu aberto.

Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas para a melhoria do saneamento básico no Brasil, visando garantir condições dignas de vida e saúde para todos os cidadãos.

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